O futuro do Departamento Pessoal: do operacional à mesa de decisão
Olá!
O futuro do DP é estar na mesa onde as decisões acontecem
Durante muito tempo, o Departamento Pessoal foi reconhecido principalmente por aquilo que precisava entregar: folha calculada, encargos recolhidos, férias processadas, admissões realizadas, rescisões concluídas e obrigações enviadas dentro do prazo.
Tudo isso continua sendo essencial.
Mas tenho repetido uma frase que resume muito do que acredito sobre a nossa profissão:
O DP existe para proteger pessoas.
Protegemos o trabalhador quando garantimos que seus direitos sejam respeitados. Protegemos a empresa quando aplicamos corretamente a legislação, mantemos processos seguros e ajudamos a prevenir riscos.
Mas acredito que o nosso papel pode — e precisa — ir além.
O DP conhece informações que a empresa precisa para decidir
Pense na quantidade de informações que passam diariamente pelo Departamento Pessoal.
Horas extras.
Absenteísmo.
Afastamentos.
Turnover.
Jornadas.
Banco de horas.
Férias.
Rescisões.
Custos com pessoal.
Movimentações do quadro.
Riscos trabalhistas.
Esses dados não servem apenas para fechar a folha.
Eles contam uma história sobre o que está acontecendo dentro da organização.
Quando as horas extras aumentam continuamente em determinado setor, talvez exista algo para investigar.
Quando os afastamentos começam a crescer, existe um sinal.
Quando o turnover se concentra em determinada área ou período, existe uma informação importante para a gestão.
O DP pode ser uma das primeiras áreas a enxergar esses movimentos.
Mas existe um obstáculo: o operacional ainda consome muito tempo
Nos encontros de Departamento Pessoal dos quais tenho participado pelo Brasil, conversando com profissionais que vivem essa rotina todos os dias, uma questão aparece constantemente:
o DP ainda gasta muito tempo conferindo, corrigindo, lançando e procurando informações.
São planilhas paralelas, controles manuais, sistemas que não conversam, informações duplicadas e conferências intermináveis.
E aqui existe uma reflexão importante.
Como queremos um DP mais estratégico se o profissional passa grande parte do seu tempo tentando simplesmente fazer a operação acontecer?
É justamente por isso que falar sobre o futuro do DP também é falar sobre tecnologia, integração e automação.
Não para substituir o conhecimento do profissional.
Muito pelo contrário.
Para devolver a ele algo extremamente valioso: tempo para pensar.
Tecnologia não substitui o DP. Amplia o que ele pode fazer.
Quando ponto, folha, benefícios, afastamentos e demais processos estão integrados, reduzimos tarefas repetitivas e aumentamos a confiabilidade das informações.
E quanto menos tempo gastamos transportando dados de um lugar para outro, maior pode ser o tempo dedicado a interpretar esses dados.
É aí que começa uma mudança importante:
o DP deixa de apenas informar o que aconteceu e passa a ajudar a empresa a entender por que aconteceu e o que fazer a partir dali.
Esse é o profissional que começa a ocupar um espaço diferente dentro da organização.
O futuro do DP está à mesa
Eu acredito que o futuro do Departamento Pessoal não está em abandonar sua essência operacional.
Está em fazer essa operação cada vez melhor, mais segura, integrada e inteligente para que possamos avançar.
Porque dominar legislação continuará sendo importante.
Conhecer folha continuará sendo importante.
Entender eSocial continuará sendo importante.
Mas precisamos acrescentar novas competências: analisar dados, compreender o negócio, antecipar riscos e transformar informações em argumentos para decisões.
É por isso que, no vídeo abaixo, deixo uma provocação que tenho levado comigo:
O futuro do DP está em se tornar aquela pessoa que todo CEO quer à mesa quando precisa tomar uma decisão.
E talvez a pergunta que fique seja:
Se o CEO da sua empresa chamasse você hoje para a mesa e perguntasse o que os dados do DP estão dizendo sobre o negócio, o que você teria para contar?
Assista ao vídeo: O DP existe para proteger pessoas — Metadados

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